Talvez eu só esteja enxergando o mundo do ângulo errado (tal como minha aiga aos 20~30) e por isso não esteja achando as oportunidades...
Bom, o que descobri após me formar na faculdade é que a maioria dos universitários não fica sabendo (ou quando ficam sabendo não tao de autoestima tão elevada para aproveitarem) mas quando você é universitário tem institutos que procuram talentos científicos em várias áreas. Na maioria delas basta ser universitário, por exemplo os Prêmios do Santander Universidades aparentemente não têm nenhuma restrição se você é da área de humanas e queer concorrer em setor tecnológico. Ia ser útil para mim, já que sou oriundo das humanas, mas de novo, descobri tarde demais...
A propósito, sim, sou da área de humanas e tenho críticas ao capitalismo, e uma outra coisa que me incomoda é que muitos prêmios de inovação tecnológica são voltados para o setor empresarial, como o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, Prêmio Nacional de Inovação e até esse organizado por um órgão estatal, o Prêmio Finep de Inovação!
Mesmo se você acha que capitalismo é bacana, concordemos: cadê o espaço para inovações de indivíduos??? Ora, essa eu nem tô falando de inovar para montar um acampamento autogestionário, pô!
Ah, pesquisando os links, descobri que "i9" não é só suco, é também um núcleo estudantil de inovação! (hummm... só espero que a empresa de suco não reindivique o nome do núcleo!)
Bem, de qualquer forma, o certo é que só o de ser universitário lhe dá uma série de oportunidades que a maioria só percebe quando termina, ou melhor, muitos sequer ficam sabendo que passaram por elas! E não falo só em termos de bolsas e inovação.
O que importa é o ambiente universitário, um bom ambiente universitário. Steve Jobs por exemplo nunca terminou a faculdade, mas após largar os estudos, continuou a frequentar o ambiente universitário, em que no mínimo aprendeu sobre caligrafia (e ele diz que isso foi decisivo para o design da Apple)
Hoje em dia muitos universitários falam em "foco", muitos se tornam apenas uma coisa na vida, acho isso triste. Eu mesmo não preciso estar aqui bancando o inventor. Posso voltar para a área em que me formei, posso me intrometer um pouco no campo da arte, dar uns pitacos aqui e ali sobre alguns temas, ainda que o que me remunere seja só o emprego que consegui na minha área de formação. Então porque pensar sobre inovação, invenção? Por "teimosia" ou qualquer outra palavra que as pessoas focadas podem rotular, mas eu arriscaria dizer que Steve Jobs saberia do que tô falando: "Stay hungry, stay foolish!" (seja faminto, seja tolo!)
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OBS: de qualquer forma, acho incrível como até a matéria sobre crowdfunding para pesquisas diz:
O Petridish mantém uma pequena equipe que faz a peneira dos projetos submetidos, deixando de fora propostas esdrúxulas e de pessoas que não estejam filiadas a universidades.Ou seja, até disso os não-universitários são excluídos (embora Petridish seja apenas um dos meios de crowdfunding). Não é à toa que é difícil surgirem novos Steve Jobs! Ele seria financiado nos tempos em que ninguém o conhecia?
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