Curso é investimento, ou digamos assim ter confiança de que será útil no futuro. Bom, continuando a saga do inventor, tô bem consciente que um curso não te mostra o caminho todo, e principalmente nesse ramo, o que o curso pode fazer é dar dicas de caminhos e talvez dar alguma confiança tipo "puxa, estou mais preparado/instruído que antes".
Tem aquela coisa de você internalizar o aprendizado. Dizem que muitos vão para mosteiros estudar e voltam para casa e não aplicam o conhecimento filosófico aprendido. Para um drogado, também o desafiador é se desintoxiccar em casas de reabilitação e voltar para sua rotina e evitar a tentação. São exemplos meio estranhos para nosso papo de cursos, mas é isso: sem internalizar fica a mesma sensação de antes do curso, talvez o mesmo desânimo.
Chega de filosofar e vamos às fotos. Eu realmente não me arependo de nada, embora se deslocar até Curitiba e ainda pagar umas centezas de reais pelo curso talvez deixe os leitores desse blog pensando "nossa, mas ele é um inventor ainda frustrado, será que não há risco dele se frustrar ainda mais se após esse investimento não der em nada?".
Bom, não vou pensar nisso agora, eu tô me lembrando é de como foi bom conhecer outras pessoas que também vieram de longe para o curso, trocar ideias, aprender, etc.
Crédito pelas fotos: Rodrigo Peixoto
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Sagu como impermeabilizante (biodegradável)
(OBS: no final da página tem o ícone com a licença CC que protege a informação aqui contida. A licença abrange o texto, não as fotos que usei como exemplos - os sites de origem das fotos estão indicados com link. Já as primeiras fotos com sagu são de minha autoria)
A ideia surgiu quando tentei coar o sagu, foi então que percebi o potencial impermeabilizante desse ingrediente culinário.
Note-se que o sagu é um material bem barato e basta cozinhar na água para ela ficar pronta.
Como o sagu é feito de amido, após alguns minutos cozinhando, podemos extrair da borda da panela uma espécie de "plástico" (existem pesquisas desenvolvendo plástico biodegradável a partir de amido)
A Experiência
Utilizamos um bolo para nossa experiência. O objetivo é que um líquido seja depositado no recipeinte plástico sem que o bolo tenha contato com esse líquido.
Cava-se um sulco no bolo.
Nesse sulco depositamos sagu:
E então derramamos o líquido:
A experiência correu muito bem! O líquido percorreu o caminho e só sobraram resquícios do líquido (poças) onde havia irregularidade devido do formato das bolinhas de sagu.

(foto: wikipédia)
Para soluções mais duráveis vamos às próximas seções:
Para reforçar a estrutura
O fato de conseguir uma impermeabilidade - mesmo que temporária - já é um grande feito. Pelos princípos das bioconstruções, você deve fazer uma coisa de cada vez para construir a estrutura como um todo.
(imagens extraídas de HowStuffWorks e Wikipedia)
Nesse sentido, a frágil superfície impermeável de sagu pode ser o 1° passo que será usado como suporte para as etapas seguintes.
(imagens de CasaTierra. Note que um material é usado de suporte para outro. Sobre o ferro se fixar cimento para fazer um reservatório de água. A parede já pronta é suporte para colocar mosaico.)
Sobre o sagu pode ser colocado outro material que dependa da impermeabilidade para ser moldada. Entre o sagu e esse novo material, pode ser usado algo para isolar a umidade que o sagu contém (algum pó que absorva líquido, esse pó pode inclusive ser uma farinha biodegradável).
Um dos grandes problemas da construção civil é usar materiais que garantam impermeabilidade mas ao mesmo tempo tenham rigidez, por isso são transportados tubos pre-moldados de concreto que são pesados e ocupam muito espaço (encarecendo seu transporte)
(imagens de SoluçõesParaCidades a galeria de imagens que mostra o passo-a-passo não está completa aqui)
Se podermos isolar a necessidade de impermeabilidade da necessidade de rigidez, pelo menos na questão do transporte pode representar uma grande economia, já que ao invés de transportar estruturas de concreto já prontas, poderíamos levar apenas os materiais para moldar no próprio local as estruturas, sem medo de falhar no quesito da impermeabilidade.
Moldar estruturas no próprio local de repente pode ser mais eficiente em termos de impermeabilidade que transportar esses grandes tubos. É de se lembrar que quanto à rigidez, os pesquisadores de bioconstruções dizem que o melhor é aproveitar o proprio material do local (o que também economiza transporte), e é por isso que as paredes de superadobre usam o proprio solo do terreno.
Então vamos focar na impermeabilidade que tenho certeza que para a questão da rigidez outras pessoas vão pensar numa alternativa à instalação e aterro de tubos de concreto que vimos nas 6 fotos acima.
Como íamos dizendo, a partir a partir da camada de sagu (que pode ser coberto por um pó para isolar a umidade), podemos conseguir um molde para aplicar uma camada de outra coisa que também seja impermeável mas não biodegradável. Pode ser uma camada de cimento/concreto ou um outro material (de repente até plástico ou fibra de vidro, etc), que se fosse aplicado diretamente na terra, tanto haveria o risco de desperdício quanto de contaminar o solo desprotegido da camada de sagu.
Ou ainda, e se fosse usado um material que depois de seco se torna emborrachado e flexível? Para usar um material assim, é melhor que seja por cima de uma superfície impermeável para evitar desperdício e contaminação do solo.
Por exemplo, você não aplicaria um negócio desses no solo direto né? Mas em cima da de uma camada de sagu é se se pensar né? Especialmente quando você vê a parte aos 1:52 do vídeo (interação entre líquidos).
Então para concluir essa seção: a aplicação de uma camada de sagu (com ou sem conservantes, reforçada ou não com outros materiais, isolada ou não com pó,etc) permite a aplicação de outra substância por cima. O interessante é que permitira pensar em aplicar outras tecnologias, que mesmo que não chegue a algo tão revolucionário quanto o que é mostrado no vídeo, se for algo emborrachado e flexível já será um grande avanço pois pode ser mais adequado para acompanhar as dinâmicas de movimentação do solo. E mesmo se for usado um material tradicional como concreto/cimento, há economia/eficiência pois ela será aplicada sobre um suporte, ao invés de já chegar moldada e pronta (acarretando grandes despesas de transporte). Por ser biodegradável, o sagu será um suporte provisório para a fixação da substância definitiva.
E como já dissemos, estamos falando da parte de impermeabilidade, para a parte da necessidade de rigidez (que separamos), seria mais interessante pensar em soluções de bioconstrução que usam os próprios recursos da regição, ou, mesmo adotando os tradicionais tijolos, há economia pois são mais fáceis de transportar que os tubos de concreto.
Pensando em algo mais ecológico: formação de lodo e biodiversidade
Mas e se o fato do sagu ser biodegradável for explorado não como um suporte temporário para materiais não-biodegradáveis, mas como um preparador de terreno para biodiversidade?
E podemos pensar além: pois atualmente se pensa até em cultivo de plantas no espaço:
(mais detalhes desse projeto no LikeCool)
E se essas coisas são plausíveis, porque não pensar em formar uma forma de formar uma biodiversidade selecionada?
Bom, eu vou ficar por aqui, devido ao fato do sagu ser degradável, não vou propor coisas mais ousadas como BET - Bacia de EvoTranspiração nem Fossa Biodigestora (ver mais aqui e aqui), seria ousadia demais, se é que já não ultrapassei minha cota de ousadia por hoje. Mas creio ser possível alcançar coisas im]ncríveis estudando as possibilidades de formar camadas de lodo impermeáveis (que vão digerindo e substituindo o sagu), misturar sagu a outras substâncias ou colocar na própria bolinha do sagu alguma outra substância ou cultura de microorganismos são possiblidades, etc.

O trabalho Sagu como impermeabilizante de Célio Ishikawa está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
A ideia surgiu quando tentei coar o sagu, foi então que percebi o potencial impermeabilizante desse ingrediente culinário.
Primeiro fiz furos que julguei bem grandes numa tampa de requeijão
Na parte do copo, coloquei o sagu e adicionei água
(OBS: note que a base do copo é menor e portanto quando virado de
ponta-cabeça a água ocupará uma porção menor da altura do copo)
Tampei e virei. Para minha surpresa, só a água que estava perto da tampa saiu, quando o sagu se depositou no fundo, ele vedou os buracos, mesmo que esses buracos fossem quase do tamanho da bolinha de sagu.
Então fiz outra experiência, para ver se a impermeabilidade do sagu é útil para fazer deslocar um líquido de um ponto A ao ponto B.Note-se que o sagu é um material bem barato e basta cozinhar na água para ela ficar pronta.
Como o sagu é feito de amido, após alguns minutos cozinhando, podemos extrair da borda da panela uma espécie de "plástico" (existem pesquisas desenvolvendo plástico biodegradável a partir de amido)
A Experiência
Utilizamos um bolo para nossa experiência. O objetivo é que um líquido seja depositado no recipeinte plástico sem que o bolo tenha contato com esse líquido.
Cava-se um sulco no bolo.
Nesse sulco depositamos sagu:
E então derramamos o líquido:
A experiência correu muito bem! O líquido percorreu o caminho e só sobraram resquícios do líquido (poças) onde havia irregularidade devido do formato das bolinhas de sagu.
Como podemos ver, o sagu isolou o líquido do bolo, se tivesse havido contato (como na cabeceira onde começamos a derramar), o bolo teria ficado manchado.

Potencialidades e fragilidades
- é um material barato
- o transporte pode ser feito seco e preparado na hora com água (sendo que a água não precisa ser transportada se houver disponibilidade no local)
- se não há local para preparo ou não há água, pode-se levar já cozido e até mesmo diluído (diluir em água é bom para não formar uma bloco "sólido" - com bolinhas já tendo absorvido o líquido e grudadas umas nas outras). Como se viu na experiência com o copo, mesmo o sagu frio e misturado à água tem propriedade impermeabilizante quando se deposita no fundo.
- não dura, muito, é biodegradável. Embora isso pareça uma fragilidade, é ao mesmo tempo uma vantagem, pois se é necessário transportar líquido, mas construir dutos de concreto ou colocar canos de metal ou PVC vai ter impacto ambiental negativo ou representa um gasto desnecessário já que esses materiais duram muito tempo e esse caminho será pouco usado, fazer um duto de material biodegradável pode ser uma saída mais adequada e barata.
- a (bio)degradação pode ser controlada adicionando conservantes.
- uma fragilidade é que as bolinhas de sagu têm risco de serem carregadas pelo líquido dependendo do tempo de escoamento, velocidade e força do líquido a ser escoado (e também viscosidade, etc). Quanto à isso é de se ressaltar que só usamos sagu puro, medidas de reforçar a estrutura podem ser adotadas.
(foto: wikipédia)
Para soluções mais duráveis vamos às próximas seções:
Para reforçar a estrutura
O fato de conseguir uma impermeabilidade - mesmo que temporária - já é um grande feito. Pelos princípos das bioconstruções, você deve fazer uma coisa de cada vez para construir a estrutura como um todo.
(imagens extraídas de HowStuffWorks e Wikipedia)
Nesse sentido, a frágil superfície impermeável de sagu pode ser o 1° passo que será usado como suporte para as etapas seguintes.
(imagens de CasaTierra. Note que um material é usado de suporte para outro. Sobre o ferro se fixar cimento para fazer um reservatório de água. A parede já pronta é suporte para colocar mosaico.)
Sobre o sagu pode ser colocado outro material que dependa da impermeabilidade para ser moldada. Entre o sagu e esse novo material, pode ser usado algo para isolar a umidade que o sagu contém (algum pó que absorva líquido, esse pó pode inclusive ser uma farinha biodegradável).
Um dos grandes problemas da construção civil é usar materiais que garantam impermeabilidade mas ao mesmo tempo tenham rigidez, por isso são transportados tubos pre-moldados de concreto que são pesados e ocupam muito espaço (encarecendo seu transporte)
(imagens de SoluçõesParaCidades a galeria de imagens que mostra o passo-a-passo não está completa aqui)
Se podermos isolar a necessidade de impermeabilidade da necessidade de rigidez, pelo menos na questão do transporte pode representar uma grande economia, já que ao invés de transportar estruturas de concreto já prontas, poderíamos levar apenas os materiais para moldar no próprio local as estruturas, sem medo de falhar no quesito da impermeabilidade.
Moldar estruturas no próprio local de repente pode ser mais eficiente em termos de impermeabilidade que transportar esses grandes tubos. É de se lembrar que quanto à rigidez, os pesquisadores de bioconstruções dizem que o melhor é aproveitar o proprio material do local (o que também economiza transporte), e é por isso que as paredes de superadobre usam o proprio solo do terreno.
Então vamos focar na impermeabilidade que tenho certeza que para a questão da rigidez outras pessoas vão pensar numa alternativa à instalação e aterro de tubos de concreto que vimos nas 6 fotos acima.
Como íamos dizendo, a partir a partir da camada de sagu (que pode ser coberto por um pó para isolar a umidade), podemos conseguir um molde para aplicar uma camada de outra coisa que também seja impermeável mas não biodegradável. Pode ser uma camada de cimento/concreto ou um outro material (de repente até plástico ou fibra de vidro, etc), que se fosse aplicado diretamente na terra, tanto haveria o risco de desperdício quanto de contaminar o solo desprotegido da camada de sagu.
Ou ainda, e se fosse usado um material que depois de seco se torna emborrachado e flexível? Para usar um material assim, é melhor que seja por cima de uma superfície impermeável para evitar desperdício e contaminação do solo.
Por exemplo, você não aplicaria um negócio desses no solo direto né? Mas em cima da de uma camada de sagu é se se pensar né? Especialmente quando você vê a parte aos 1:52 do vídeo (interação entre líquidos).
E como já dissemos, estamos falando da parte de impermeabilidade, para a parte da necessidade de rigidez (que separamos), seria mais interessante pensar em soluções de bioconstrução que usam os próprios recursos da regição, ou, mesmo adotando os tradicionais tijolos, há economia pois são mais fáceis de transportar que os tubos de concreto.
Pensando em algo mais ecológico: formação de lodo e biodiversidade
Mas e se o fato do sagu ser biodegradável for explorado não como um suporte temporário para materiais não-biodegradáveis, mas como um preparador de terreno para biodiversidade?
Quando se fala em água, lembramos que há formação de lodo, que é formado por sujeira e microorganismos diversos. Talvez com uma seleção correta desses seres, seja possível formar um lodo impermeável que vai substituindo a camada de sagu
E podemos pensar além: pois atualmente se pensa até em cultivo de plantas no espaço:
(mais detalhes desse projeto no LikeCool)
E se essas coisas são plausíveis, porque não pensar em formar uma forma de formar uma biodiversidade selecionada?
Bom, eu vou ficar por aqui, devido ao fato do sagu ser degradável, não vou propor coisas mais ousadas como BET - Bacia de EvoTranspiração nem Fossa Biodigestora (ver mais aqui e aqui), seria ousadia demais, se é que já não ultrapassei minha cota de ousadia por hoje. Mas creio ser possível alcançar coisas im]ncríveis estudando as possibilidades de formar camadas de lodo impermeáveis (que vão digerindo e substituindo o sagu), misturar sagu a outras substâncias ou colocar na própria bolinha do sagu alguma outra substância ou cultura de microorganismos são possiblidades, etc.
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O trabalho Sagu como impermeabilizante de Célio Ishikawa está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
o que foi desabafado há mais ou menos 1 ano
Escritórios de patentes: Cemitérios de ideias
(de acordo com a observação no final, esse documento pode ser uma compilação de reclamações que não tem intenção de identificar um escritório de patente em particular, inclusive alguma informação abaixo pode estar propositalmente errônea.)
Esse fim de semana eu tava refletindo como os escritórios de patentes são como cemitérios de ideias, uma coisa triste...
E é toda uma cultura em volta que só faz o autor da ideia, sem perceber, só reforçar o caixão da onde a ideia não pode sair e assim enterra melhor sua criatividade! É a cultura do mito do empreendedor, que se precaveu para que sua ideia não fosse roubada, e que mesmo sem apoio de empresa onde trabalha nem de uma universidade que fomentassem sua ideia, conseguiu ganhar dinheiro... isso eu considero uma coisa para lá de mitológica!
Na prática as pessoas ficam com tanto medo desse roubo que vão é correndo para os escritórios de patentes e os coitados gastam uma boa nota para o burocrático procedimento de registro! E depois, não recebem nenhuma (ou quase nenhuma) ajuda para o procedimento seguinte: agora que a ideia tá protegida do roubo, como buscar interessados que a coloquem em prática? Muitos coitados já gastaram fortunas do próprio bolso para construir os protótipos e após o registro ficam mais pobres ainda.
Tava até pensando que já que é para ficar no cemitérios de ideias, outros países, sei lá, Cuba, poderiam comprar lotes dessas ideias e analisarem o que pode ser aproveitado ou não. É melhor do que ficar só
ganhando poeira na gaveta do inventor, que acho que até aceitaria a ideia de alguém comprar por um preço bem mais barato que a fortuna mitológica que ele imaginou ganhar!
Só que na hora de (hipoteticamente) os cubanos comprarem, novos problemas: muitas ideias serão bestas, apenas uma benfeitoriazinha para produzir lembrancinhas, daquelas de se perguntar porque a pessoa
guardou para si ao invés de generosamente ceder a ideia para uma microempresa, ao invés de gananciosamente guardar a ideia para si e até pagando para isso... uma outra parte, apesar de boas intenções, evidenciam uma falta de conhecimentos de possibilidades que poderiam ser melhor pensadas (me vem a mente um reciclador de metal, que extraída metal das embalagens de comida simplesmente queimando a parte de plástico e papel, arcaicamente).
É de se reparar que essas falhas que listei acima também são resultado da nossa cultura anti-compartilhamento: não temos custume de compartilhar, de melhorar as ideias um do outro, se tivessemos essa cultura, as ideias arquivadas nos escritórios de patentes seriam de melhor qualidade, com menos ideias bestas, com mais ideias que aproveitam benfeitorias prévias. O problema é que inventor em si é como um cidadão qualquer por aí que não fica sabendo das propostas dos outros, nem se interessa em ficar lendo coisas arquivadas mas não realizadas (até porque é uma armadilha ruim ficar se inspirando em
patentes já registradas: nesse mundo de ganância, muitos são levados a querer mais ganhar dinheiro processando do que de ver sua invenção montada na prática, ou seja, não há estímulo nenhum em outros
folhearem suas ideias arquivadas no cemitério!).
Eu disse que os escritórios não oferecem nenhum ou quase nenhum estímulo para que sua invenção tome luz, eu digo "quase" pois conheço uma que promete divulgar, mas na minha opinião, de uma forma um tanto
quanto sensacionalista, e sem nenhuma crítica (foi lá que vi o tal reciclador de metal de embalagens de comida), e por isso acho que ele tá mais interessado em ganhar com o registro do que dar um simples toque para o inventor (tipo "olha, esse reciclador não é nada ecológico, a queima de plastico e papel produz gases tóxicos, e tem certeza que a energia gasta para conseguir a fina camada de metal compensa o pouco de material que dá para obter?").
O escritório é bonito (tem até um laguinho na frente, com patos) e mantém um acervo de invenções, que ressalta justamente o lado pitoresco das invenções, é um festival de bugigangas coloridas, e inspira muito pouco as pessoas a pensarem em invenções que sejam de grande relevância para humanidade... O cara te recebe sorrindo, e faz perguntas como quem não quer nada "como? só quer patente internacional? E por que não deixa a gente cuidar de registro no INPI também?", e se você por descuido responde "no INPI pode deixar que faço por conta, assim economizo dinheiro", ele logo (imediatamente!) desfaz aquele sorrisão de artista e o resto da conversa é muito objetivo "tá, para isso é $$$, e para divulgar é $$$$" (sem te olhar direito na cara!).
Pior que eles não se dizem escritório, mas uma ONG(!), "sem fins lucrativos"(!), não vou dizer o nome pois outro dia encontrei mensagem num fórum de consumidores de serviços, e uma pessoa disse que se sentiu lesada por esse escritório e chamou de "ladrão" - um adjetivo muito comum das pessoas usarem - e
a resposta do escritório foi de que tinha como provar de que não houve furto nenhum e portanto a pessoa seria processada por calúnia por uso da palavra "ladrão" e teria de pagar indenização, e que já estavam contatando o advogado para tal - provavelmente uma mensagem para ninguém mais do fórum de consumidores reclamar do serviço -ganhar dinheiro até por essa forma... vejam o nível dessa organização "sem fins lucrativos"! Que raiva, e eles têm uma rede em vários países (uns 100!)
E na TV, uma vez num desses programas de grande audiência, (era velho, da Cristina não sei o que, que era ex-Aqui Agora), a apresentadora chamou os invetores e fez questão de que os inventores
de roupas e acessórios fossem vestindo suas invenções, e à certa altura perguntou mais detalhes sobre uma invenção e soltou essa para a platéia: "o que leva uma pessoa a fazer isso?", ou seja, ridicularização dos inventores!
Não preciso nem mencionar que nas empresas é um outro tipo de palhaçada que ocorre (guerras de patentes entre empresas de informática por exemplo). Enfim, como querem que o mundo avance desse jeito?
------
OBS: posso ter misturado histórias de reclamações sobre vários escritórios de patentes ou não. Alguma informação acima pode estar erronea propositalmente para desestimular as pessoas a buscarem saber de quais escritórios ou empresas estou falando.
Talvez esse seja uma amontoado, uma compilação de reclamações de pessoas que ainda são "fracassadas" e por isso vêem o conjunto com tanto pessimismo. Pode ser, e pode ser que é só enxergar a luz, é só ser competente para passar pro lado dos "vencedores" e daí tudo faria sentido: porque se dificulta patentear, porque se cobra valores que poucos podem pagar, porque eexistem invenções bestas, porque guerra de patentes, etc. Bom, tá, pode ser apenas a visão dos que não "venceram", mas então que fique pelo menos de registro de uns pessimistas.
Em todo caso a inclusão de informações errôneas é justamente para evitar a parte do relato que fala em problema de processos e cobrança de indenização, pois essa parte do(s) escritório(s) serem ávidos por dinheiro tem grandes chances de ser verdadeira.
(de acordo com a observação no final, esse documento pode ser uma compilação de reclamações que não tem intenção de identificar um escritório de patente em particular, inclusive alguma informação abaixo pode estar propositalmente errônea.)
Esse fim de semana eu tava refletindo como os escritórios de patentes são como cemitérios de ideias, uma coisa triste...
E é toda uma cultura em volta que só faz o autor da ideia, sem perceber, só reforçar o caixão da onde a ideia não pode sair e assim enterra melhor sua criatividade! É a cultura do mito do empreendedor, que se precaveu para que sua ideia não fosse roubada, e que mesmo sem apoio de empresa onde trabalha nem de uma universidade que fomentassem sua ideia, conseguiu ganhar dinheiro... isso eu considero uma coisa para lá de mitológica!
Na prática as pessoas ficam com tanto medo desse roubo que vão é correndo para os escritórios de patentes e os coitados gastam uma boa nota para o burocrático procedimento de registro! E depois, não recebem nenhuma (ou quase nenhuma) ajuda para o procedimento seguinte: agora que a ideia tá protegida do roubo, como buscar interessados que a coloquem em prática? Muitos coitados já gastaram fortunas do próprio bolso para construir os protótipos e após o registro ficam mais pobres ainda.
Tava até pensando que já que é para ficar no cemitérios de ideias, outros países, sei lá, Cuba, poderiam comprar lotes dessas ideias e analisarem o que pode ser aproveitado ou não. É melhor do que ficar só
ganhando poeira na gaveta do inventor, que acho que até aceitaria a ideia de alguém comprar por um preço bem mais barato que a fortuna mitológica que ele imaginou ganhar!
Só que na hora de (hipoteticamente) os cubanos comprarem, novos problemas: muitas ideias serão bestas, apenas uma benfeitoriazinha para produzir lembrancinhas, daquelas de se perguntar porque a pessoa
guardou para si ao invés de generosamente ceder a ideia para uma microempresa, ao invés de gananciosamente guardar a ideia para si e até pagando para isso... uma outra parte, apesar de boas intenções, evidenciam uma falta de conhecimentos de possibilidades que poderiam ser melhor pensadas (me vem a mente um reciclador de metal, que extraída metal das embalagens de comida simplesmente queimando a parte de plástico e papel, arcaicamente).
É de se reparar que essas falhas que listei acima também são resultado da nossa cultura anti-compartilhamento: não temos custume de compartilhar, de melhorar as ideias um do outro, se tivessemos essa cultura, as ideias arquivadas nos escritórios de patentes seriam de melhor qualidade, com menos ideias bestas, com mais ideias que aproveitam benfeitorias prévias. O problema é que inventor em si é como um cidadão qualquer por aí que não fica sabendo das propostas dos outros, nem se interessa em ficar lendo coisas arquivadas mas não realizadas (até porque é uma armadilha ruim ficar se inspirando em
patentes já registradas: nesse mundo de ganância, muitos são levados a querer mais ganhar dinheiro processando do que de ver sua invenção montada na prática, ou seja, não há estímulo nenhum em outros
folhearem suas ideias arquivadas no cemitério!).
Eu disse que os escritórios não oferecem nenhum ou quase nenhum estímulo para que sua invenção tome luz, eu digo "quase" pois conheço uma que promete divulgar, mas na minha opinião, de uma forma um tanto
quanto sensacionalista, e sem nenhuma crítica (foi lá que vi o tal reciclador de metal de embalagens de comida), e por isso acho que ele tá mais interessado em ganhar com o registro do que dar um simples toque para o inventor (tipo "olha, esse reciclador não é nada ecológico, a queima de plastico e papel produz gases tóxicos, e tem certeza que a energia gasta para conseguir a fina camada de metal compensa o pouco de material que dá para obter?").
O escritório é bonito (tem até um laguinho na frente, com patos) e mantém um acervo de invenções, que ressalta justamente o lado pitoresco das invenções, é um festival de bugigangas coloridas, e inspira muito pouco as pessoas a pensarem em invenções que sejam de grande relevância para humanidade... O cara te recebe sorrindo, e faz perguntas como quem não quer nada "como? só quer patente internacional? E por que não deixa a gente cuidar de registro no INPI também?", e se você por descuido responde "no INPI pode deixar que faço por conta, assim economizo dinheiro", ele logo (imediatamente!) desfaz aquele sorrisão de artista e o resto da conversa é muito objetivo "tá, para isso é $$$, e para divulgar é $$$$" (sem te olhar direito na cara!).
Pior que eles não se dizem escritório, mas uma ONG(!), "sem fins lucrativos"(!), não vou dizer o nome pois outro dia encontrei mensagem num fórum de consumidores de serviços, e uma pessoa disse que se sentiu lesada por esse escritório e chamou de "ladrão" - um adjetivo muito comum das pessoas usarem - e
a resposta do escritório foi de que tinha como provar de que não houve furto nenhum e portanto a pessoa seria processada por calúnia por uso da palavra "ladrão" e teria de pagar indenização, e que já estavam contatando o advogado para tal - provavelmente uma mensagem para ninguém mais do fórum de consumidores reclamar do serviço -ganhar dinheiro até por essa forma... vejam o nível dessa organização "sem fins lucrativos"! Que raiva, e eles têm uma rede em vários países (uns 100!)
E na TV, uma vez num desses programas de grande audiência, (era velho, da Cristina não sei o que, que era ex-Aqui Agora), a apresentadora chamou os invetores e fez questão de que os inventores
de roupas e acessórios fossem vestindo suas invenções, e à certa altura perguntou mais detalhes sobre uma invenção e soltou essa para a platéia: "o que leva uma pessoa a fazer isso?", ou seja, ridicularização dos inventores!
Não preciso nem mencionar que nas empresas é um outro tipo de palhaçada que ocorre (guerras de patentes entre empresas de informática por exemplo). Enfim, como querem que o mundo avance desse jeito?
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OBS: posso ter misturado histórias de reclamações sobre vários escritórios de patentes ou não. Alguma informação acima pode estar erronea propositalmente para desestimular as pessoas a buscarem saber de quais escritórios ou empresas estou falando.
Talvez esse seja uma amontoado, uma compilação de reclamações de pessoas que ainda são "fracassadas" e por isso vêem o conjunto com tanto pessimismo. Pode ser, e pode ser que é só enxergar a luz, é só ser competente para passar pro lado dos "vencedores" e daí tudo faria sentido: porque se dificulta patentear, porque se cobra valores que poucos podem pagar, porque eexistem invenções bestas, porque guerra de patentes, etc. Bom, tá, pode ser apenas a visão dos que não "venceram", mas então que fique pelo menos de registro de uns pessimistas.
Em todo caso a inclusão de informações errôneas é justamente para evitar a parte do relato que fala em problema de processos e cobrança de indenização, pois essa parte do(s) escritório(s) serem ávidos por dinheiro tem grandes chances de ser verdadeira.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
mais invenções da internet
E tem uma versão escala gigante daqueles relevos que se mexiam no post passado:
2012 Yeosu EXPO HYUNDAI MOTOR GROUP _ Hyper-Matrix from Media artist group: jonpasang on Vimeo.
Tem aqueles projetos que parecem uma piada, como esse Beet Box:
BeetBox from Scott Garner on Vimeo.
Mias informações no site.
Mas é de se lembrar que embora pareça uma piada, pode ser também um bom modo de demonstrar chamando a atenção. Tem muitas invenções na história que não despertaram muito interesse inicialmente, como é o caso da fotocópia (xerox), que se não me engano despertou primeiro a atenção da indústria de brinquedos. Por isso digo: fique de olho também na indústria do entretenimento. Dizem que a rimeira interface gráfica surgiu mesmo é com o videogame Atari!
Bem, continuando, esse projeto também é interessante: a bolinha continua sendo acompanhada pela câmera!
Esse aqui também acho promissor, embora ache que ainda falta alguém encontrar uma utilidade supimpa para ela: o concreto translúcido. Pelo menos a resistência é super útil e tão discutindo que poderia ser usado para proteger lâmpadas que não podem ser quebradas.
E às vezes você tem de se colocar no lugar dos idosos ou deficientes, podem surgir ideias interessantes como essa:
Mouth Factory-5 Sequences from Cheng Guo on Vimeo.
Os cenários podem variar muito: condições climáticas adversas, espaço, etc. Tem muitas situações que podem ser exploradas.
Experimentar acho fundamental. Algo pode parecer trabalhoso e sem muito sentido agora, mas quem sabe o que o futuro espera?
Eu por exemplo achei que esse video do cara mexendo na areia pode dar ideia para ser pensada para impressoras 3D:
Hexagonal Pewter Stool from Max Lamb on Vimeo.
Esses LEDs também me parecem muito promissores:
Esse em fio
E este em superfícies flexíveis
2012 Yeosu EXPO HYUNDAI MOTOR GROUP _ Hyper-Matrix from Media artist group: jonpasang on Vimeo.
Tem aqueles projetos que parecem uma piada, como esse Beet Box:
BeetBox from Scott Garner on Vimeo.
Mias informações no site.
Mas é de se lembrar que embora pareça uma piada, pode ser também um bom modo de demonstrar chamando a atenção. Tem muitas invenções na história que não despertaram muito interesse inicialmente, como é o caso da fotocópia (xerox), que se não me engano despertou primeiro a atenção da indústria de brinquedos. Por isso digo: fique de olho também na indústria do entretenimento. Dizem que a rimeira interface gráfica surgiu mesmo é com o videogame Atari!
Bem, continuando, esse projeto também é interessante: a bolinha continua sendo acompanhada pela câmera!
Esse aqui também acho promissor, embora ache que ainda falta alguém encontrar uma utilidade supimpa para ela: o concreto translúcido. Pelo menos a resistência é super útil e tão discutindo que poderia ser usado para proteger lâmpadas que não podem ser quebradas.
E às vezes você tem de se colocar no lugar dos idosos ou deficientes, podem surgir ideias interessantes como essa:
Mouth Factory-5 Sequences from Cheng Guo on Vimeo.
Os cenários podem variar muito: condições climáticas adversas, espaço, etc. Tem muitas situações que podem ser exploradas.
Experimentar acho fundamental. Algo pode parecer trabalhoso e sem muito sentido agora, mas quem sabe o que o futuro espera?
Eu por exemplo achei que esse video do cara mexendo na areia pode dar ideia para ser pensada para impressoras 3D:
Hexagonal Pewter Stool from Max Lamb on Vimeo.
Esses LEDs também me parecem muito promissores:
Esse em fio
E este em superfícies flexíveis
internet ajuda!
Cara, internet realmente ajuda muito!
Tanto humanamente, quanto tecnologicamente, mas melhor ainda se envolve as duas coisas!
Tem umas coisas muito bacanas que inspiram a gente, como isso:http://creativeleadership.com/2013/09/28/hiroshi-ishii/
Que pelo jeito usa a mesma aparelhagem disso:
Um dos melhores sites que posso indicar (que infelizmente não visito tanto quanto gostaria) é LikeCool. Tem umas ideias bem legais como esse notebook que pode-se aumentar tela! Ou ainda isso, ou isso:
O que gosto mesmo é que as ideias fluam, então para que por exemplo vou ficar vendo coisas da ANI que mostra as ideias patenteadas pelo escritório deles? Claro, eu não sei se tudo o que aparece no LikeCool, etc é livre ou patenteado, mas eu digo que seria mais legal se não fossem (como prometido no outro post, alguma hora faço uma análise das licenças de patentes não fechadas). Você registra sua patente e daí? Vai para gaveta? É o que digo: suspeito que tem mais advogados que inventores lendo os registros de patentes, e isso é um pessímo sinal de potenciais humanos desperdiçados!
Bom, voltando: para o campo de interfaces, eu recomendo dar uma olhada no passado também, principalmente em coisas como videogames.
Por exemplo considero que faz bem estudar bem o porquê do Virtual Boy da Nintendo
ter dado errado: tentaram ser mais ousados do que a tecnologia da época permitia:
--------
OBS: oh meu deus, mas tem uns inventores que parecem malucos MESMO!
Tanto humanamente, quanto tecnologicamente, mas melhor ainda se envolve as duas coisas!
Tem umas coisas muito bacanas que inspiram a gente, como isso:http://creativeleadership.com/2013/09/28/hiroshi-ishii/
Que pelo jeito usa a mesma aparelhagem disso:
Um dos melhores sites que posso indicar (que infelizmente não visito tanto quanto gostaria) é LikeCool. Tem umas ideias bem legais como esse notebook que pode-se aumentar tela! Ou ainda isso, ou isso:
O que gosto mesmo é que as ideias fluam, então para que por exemplo vou ficar vendo coisas da ANI que mostra as ideias patenteadas pelo escritório deles? Claro, eu não sei se tudo o que aparece no LikeCool, etc é livre ou patenteado, mas eu digo que seria mais legal se não fossem (como prometido no outro post, alguma hora faço uma análise das licenças de patentes não fechadas). Você registra sua patente e daí? Vai para gaveta? É o que digo: suspeito que tem mais advogados que inventores lendo os registros de patentes, e isso é um pessímo sinal de potenciais humanos desperdiçados!
Bom, voltando: para o campo de interfaces, eu recomendo dar uma olhada no passado também, principalmente em coisas como videogames.
Por exemplo considero que faz bem estudar bem o porquê do Virtual Boy da Nintendo
ter dado errado: tentaram ser mais ousados do que a tecnologia da época permitia:
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OBS: oh meu deus, mas tem uns inventores que parecem malucos MESMO!
facul e oportunidades
Bom, uma amiga minha que é artista plástica disse que o mundo tá cheio de ironias assim: quando você tem 20~30 anos, não acha nada bolsas para sustentar sua arte, e quando você completa 30~40 anos, fica sabendo de um monte de bolsas que não tinha achado aos 20~30 e agora é tarde demais. Bom que ela é esperta e acha outros tipos de oportunidades, mas a vida é assim: cheia de ironias.
Talvez eu só esteja enxergando o mundo do ângulo errado (tal como minha aiga aos 20~30) e por isso não esteja achando as oportunidades...
Bom, o que descobri após me formar na faculdade é que a maioria dos universitários não fica sabendo (ou quando ficam sabendo não tao de autoestima tão elevada para aproveitarem) mas quando você é universitário tem institutos que procuram talentos científicos em várias áreas. Na maioria delas basta ser universitário, por exemplo os Prêmios do Santander Universidades aparentemente não têm nenhuma restrição se você é da área de humanas e queer concorrer em setor tecnológico. Ia ser útil para mim, já que sou oriundo das humanas, mas de novo, descobri tarde demais...
A propósito, sim, sou da área de humanas e tenho críticas ao capitalismo, e uma outra coisa que me incomoda é que muitos prêmios de inovação tecnológica são voltados para o setor empresarial, como o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, Prêmio Nacional de Inovação e até esse organizado por um órgão estatal, o Prêmio Finep de Inovação!
Mesmo se você acha que capitalismo é bacana, concordemos: cadê o espaço para inovações de indivíduos??? Ora, essa eu nem tô falando de inovar para montar um acampamento autogestionário, pô!
Ah, pesquisando os links, descobri que "i9" não é só suco, é também um núcleo estudantil de inovação! (hummm... só espero que a empresa de suco não reindivique o nome do núcleo!)
Bem, de qualquer forma, o certo é que só o de ser universitário lhe dá uma série de oportunidades que a maioria só percebe quando termina, ou melhor, muitos sequer ficam sabendo que passaram por elas! E não falo só em termos de bolsas e inovação.
O que importa é o ambiente universitário, um bom ambiente universitário. Steve Jobs por exemplo nunca terminou a faculdade, mas após largar os estudos, continuou a frequentar o ambiente universitário, em que no mínimo aprendeu sobre caligrafia (e ele diz que isso foi decisivo para o design da Apple)
Sei lá, eu su ums dos que ficou tempo demais na universidade, mas isso foi bom pelo menos para perceber das oportunidades, ou, se não foram propriamente as oportunidades que aprovetei, pelo menos a pluraridade de visões foi enriquecedora.
Hoje em dia muitos universitários falam em "foco", muitos se tornam apenas uma coisa na vida, acho isso triste. Eu mesmo não preciso estar aqui bancando o inventor. Posso voltar para a área em que me formei, posso me intrometer um pouco no campo da arte, dar uns pitacos aqui e ali sobre alguns temas, ainda que o que me remunere seja só o emprego que consegui na minha área de formação. Então porque pensar sobre inovação, invenção? Por "teimosia" ou qualquer outra palavra que as pessoas focadas podem rotular, mas eu arriscaria dizer que Steve Jobs saberia do que tô falando: "Stay hungry, stay foolish!" (seja faminto, seja tolo!)
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OBS: de qualquer forma, acho incrível como até a matéria sobre crowdfunding para pesquisas diz:
Talvez eu só esteja enxergando o mundo do ângulo errado (tal como minha aiga aos 20~30) e por isso não esteja achando as oportunidades...
Bom, o que descobri após me formar na faculdade é que a maioria dos universitários não fica sabendo (ou quando ficam sabendo não tao de autoestima tão elevada para aproveitarem) mas quando você é universitário tem institutos que procuram talentos científicos em várias áreas. Na maioria delas basta ser universitário, por exemplo os Prêmios do Santander Universidades aparentemente não têm nenhuma restrição se você é da área de humanas e queer concorrer em setor tecnológico. Ia ser útil para mim, já que sou oriundo das humanas, mas de novo, descobri tarde demais...
A propósito, sim, sou da área de humanas e tenho críticas ao capitalismo, e uma outra coisa que me incomoda é que muitos prêmios de inovação tecnológica são voltados para o setor empresarial, como o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação, Prêmio Nacional de Inovação e até esse organizado por um órgão estatal, o Prêmio Finep de Inovação!
Mesmo se você acha que capitalismo é bacana, concordemos: cadê o espaço para inovações de indivíduos??? Ora, essa eu nem tô falando de inovar para montar um acampamento autogestionário, pô!
Ah, pesquisando os links, descobri que "i9" não é só suco, é também um núcleo estudantil de inovação! (hummm... só espero que a empresa de suco não reindivique o nome do núcleo!)
Bem, de qualquer forma, o certo é que só o de ser universitário lhe dá uma série de oportunidades que a maioria só percebe quando termina, ou melhor, muitos sequer ficam sabendo que passaram por elas! E não falo só em termos de bolsas e inovação.
O que importa é o ambiente universitário, um bom ambiente universitário. Steve Jobs por exemplo nunca terminou a faculdade, mas após largar os estudos, continuou a frequentar o ambiente universitário, em que no mínimo aprendeu sobre caligrafia (e ele diz que isso foi decisivo para o design da Apple)
Hoje em dia muitos universitários falam em "foco", muitos se tornam apenas uma coisa na vida, acho isso triste. Eu mesmo não preciso estar aqui bancando o inventor. Posso voltar para a área em que me formei, posso me intrometer um pouco no campo da arte, dar uns pitacos aqui e ali sobre alguns temas, ainda que o que me remunere seja só o emprego que consegui na minha área de formação. Então porque pensar sobre inovação, invenção? Por "teimosia" ou qualquer outra palavra que as pessoas focadas podem rotular, mas eu arriscaria dizer que Steve Jobs saberia do que tô falando: "Stay hungry, stay foolish!" (seja faminto, seja tolo!)
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OBS: de qualquer forma, acho incrível como até a matéria sobre crowdfunding para pesquisas diz:
O Petridish mantém uma pequena equipe que faz a peneira dos projetos submetidos, deixando de fora propostas esdrúxulas e de pessoas que não estejam filiadas a universidades.Ou seja, até disso os não-universitários são excluídos (embora Petridish seja apenas um dos meios de crowdfunding). Não é à toa que é difícil surgirem novos Steve Jobs! Ele seria financiado nos tempos em que ninguém o conhecia?
recur$o$
ah, esse é um assunto que me dá raiva!
Seguinte: reclamam que Brasil tem muitas poucas patentes comparados com demais países, mas então cadê os incentivos para que as pessoas inventem mais? Inventres volta e meia costumavam aparecer nos programas de Tv, mas mais como pessoas excêntricas, me lembro de um programa de auditório que chegou a dizer após uma demonstração (a apresentadora olhou para o público e disse): "o que leva uma pessoa a fazer isso?", como se a inventora tivesse alguma doença mental! Trágico!
Mas como eu ia dizendo, estou tentando enxergar as cosias de outro modo, ao invés de achar que as coisas não valem a pena, vou em frente.
Ora, se nesse mundo louco já aconteceu coisas como "Mendigo aceita aulas de programação em vez de esmola e cria aplicativo", então ainda muita coisa pode acontecer!
Então vamos lá: do que um inventor precisa. Alguns vão dizer "nada", mas é de se lembrar que uma das coisas desanimadoras quando a invenção fica pronta é o preço para registrar (desse site é apenas referência para preço). (Talvez um dia eu conte o tratamento que recebi de um desses escritórios...)
Bom, para isso tô pesquisando alternativas como Model Patent Licence da Creative Commons, Open Patents e Patent Commons. Mas também deixemos para outro dia a análise delas.
O registro acontece depois que a invenção fica pronta, mas até lá fica a cargo do próprio inventor os custos para desenvolvê-la, o que depende muito do que estiver sendo desenvolvido, que materiais usa, etc.
E é claro que no meio disso tem aqueles sentimentos de que pode não dar em nada e as pessoas não apoiarem e tal. Por exemplo da notícia de que um acreano criou uma moto que usa água como combustível, se lê que o inventor Delande Holanda passou até por ameaça de separação da mulher:
Bom, mas vou relevar até os custos de desenvolvimento pois a inquietação da minha cabeça é a seguinte: tô achando que tem o custo de divulgação. Tem escritórios que prometem além do registro, divulgação, mas eu tenho lá minhas desconfianças. Por outro lado, se você adota um modelo livre (como os dos softwares livres), fica evidente que sem cnseguir usuários e colaboradores, o projeto não irá para frente, e é disso que falo: o custo para divulgar.
Ah, mas e o mendigo do link lá em cima? Bom, o cara, devido às circunstâncias já ganhou destaque, não é que alguém gostaria de estar no lugar dele, mas é bom atentar à esse detalhe.
Provavelmente não foi ele quem bancou a gravação - e muito menos a preparação do cenário - desse vídeo:
Então, se você não é um caso que chamou a atenção, como fica?
Bom, uma matéria bem legal do Ciência Hoje sobre crowdfunding para pesquisas científicas diz:
Daí que um dos custos é ter uma câmera e criatividade par ter um bom roteiro.
O que? Ouvi alguém aí dizer que ter câmera é tão básico que nem conta como gasto? Assim como internet? Bem meus amigos, infelizmente tô numa situação que minha câmera foi roubada e estou em processo de mudar de casa, e não tenho certeza se terei bom acesso à internet. Sim, minha situação não é a do mendigo, mas não tô podendo contar câmera/internet como "nada" não!
---
OBS: "é serio mesmo o caso do cara que estou até a 5° série e inventou uma moto movida à água?"
Olha, eu mesmo não sei, mas tá lá no site né. Sei lá, essas coisas envolvendo combustível como água envolvem histórias com ar de lendas urbanas, tal como esse do projeto Chambrim (em que Brasil estaria desenvolvendo secretamente essa tecnologia durante a ditadura!). Só linkei o que encontrei, por mim parece crível pois atualmente veículos à hidrogênio existem e são comercializados, facilitando as pessoas entenderem o funcionamento.
Seguinte: reclamam que Brasil tem muitas poucas patentes comparados com demais países, mas então cadê os incentivos para que as pessoas inventem mais? Inventres volta e meia costumavam aparecer nos programas de Tv, mas mais como pessoas excêntricas, me lembro de um programa de auditório que chegou a dizer após uma demonstração (a apresentadora olhou para o público e disse): "o que leva uma pessoa a fazer isso?", como se a inventora tivesse alguma doença mental! Trágico!
Mas como eu ia dizendo, estou tentando enxergar as cosias de outro modo, ao invés de achar que as coisas não valem a pena, vou em frente.
Ora, se nesse mundo louco já aconteceu coisas como "Mendigo aceita aulas de programação em vez de esmola e cria aplicativo", então ainda muita coisa pode acontecer!
Então vamos lá: do que um inventor precisa. Alguns vão dizer "nada", mas é de se lembrar que uma das coisas desanimadoras quando a invenção fica pronta é o preço para registrar (desse site é apenas referência para preço). (Talvez um dia eu conte o tratamento que recebi de um desses escritórios...)
Bom, para isso tô pesquisando alternativas como Model Patent Licence da Creative Commons, Open Patents e Patent Commons. Mas também deixemos para outro dia a análise delas.
O registro acontece depois que a invenção fica pronta, mas até lá fica a cargo do próprio inventor os custos para desenvolvê-la, o que depende muito do que estiver sendo desenvolvido, que materiais usa, etc.
E é claro que no meio disso tem aqueles sentimentos de que pode não dar em nada e as pessoas não apoiarem e tal. Por exemplo da notícia de que um acreano criou uma moto que usa água como combustível, se lê que o inventor Delande Holanda passou até por ameaça de separação da mulher:
Durante quase um ano o inventor trabalhou para montar seu protótipo, o que ainda quase lhe custou alguns amigos e o casamento. “Fui tratado como doido, disseram para que eu parasse com isso. E houve até uma ameaça de separação, porque é meio difícil acreditar nisso”, conta.Bem que um dos escritórios de patente orientava que não se pode gastar tudo para desenvolver a invenção, sob risco de gastar demasiadas energias da vida para outras coisas (se bem que aquele escritório acho que queria mais é que guardasse apenas a sobra para o registro, mas deixa essa história para lá. OBS: em todo caso, não me refiro ao escritório do link, o do link, como indiquei é apenas para referência de preços).
Bom, mas vou relevar até os custos de desenvolvimento pois a inquietação da minha cabeça é a seguinte: tô achando que tem o custo de divulgação. Tem escritórios que prometem além do registro, divulgação, mas eu tenho lá minhas desconfianças. Por outro lado, se você adota um modelo livre (como os dos softwares livres), fica evidente que sem cnseguir usuários e colaboradores, o projeto não irá para frente, e é disso que falo: o custo para divulgar.
Ah, mas e o mendigo do link lá em cima? Bom, o cara, devido às circunstâncias já ganhou destaque, não é que alguém gostaria de estar no lugar dele, mas é bom atentar à esse detalhe.
Provavelmente não foi ele quem bancou a gravação - e muito menos a preparação do cenário - desse vídeo:
Bom, uma matéria bem legal do Ciência Hoje sobre crowdfunding para pesquisas científicas diz:
No crowdfunding, o poder de decisão está mesmo nas mãos e no bolso no público. Por isso, a comunicação faz toda a diferença para cativar os mecenas virtuais (...) Os brindes muitas vezes são um atrativo, mas os projetos que conseguem mais atenção – e chegam a arrecadar até mais dinheiro que o pedido inicialmente – são aqueles que melhor explicam sua proposta, frequentemente com o uso de vídeos. (...)
Esse é o caso de um projeto do Brasil. O estudante de biologia da Universidade de São Paulo (USP) Otto Hering foi o primeiro brasileiro a participar do crowdfunding de ciência ao pedir fundos para ele e seus colegas se inscreverem neste ano na competição internacional de biologia iGEM (International Genetically Engineered Machine), que ocorre no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos (...)
“O legal do crowdfunding é a possibilidade de encontrar vários mecenas virtuais que te ajudam por gostar do seu projeto, diferente de uma ‘vaquinha’ entre amigos, que só te ajudam por gostar de você”, comenta Hering.
O estudante também ressalta que o maior desafio – e o elemento decisivo para o sucesso do empreendimento – foi falar sobre ciência de maneira compreensível a todos.
“Um dos grandes problemas da divulgação científica é a adequação da linguagem, escolher as palavras e analogias certas para explicar assuntos densos sem perder a precisão”, diz. “Quando se trata de crowdfunding, é preciso ir um pouco além, afinal, para fazer uma pessoa tirar dinheiro do próprio bolso para apoiar sua iniciativa é preciso conquistá-la – o que não é nada trivial no caso de assuntos científicos.”
Um dos fundadores do SciFund, Jarrett Byrnes, pós-doutorando no Centro Nacional de Análises Ecológicas, nos Estados Unidos, acredita que o estímulo à divulgação científica é um dos maiores méritos desse tipo de iniciativa. “Normalmente o trabalho de divulgação é uma atividade extracurricular e não paga”, diz. “O crowdfunding é um incentivo, faz com que a divulgação seja parte importante e natural da carreira científica e envolve mais pessoas com a ciência.”O video bem humorado de que eles falam é esse:
Daí que um dos custos é ter uma câmera e criatividade par ter um bom roteiro.
O que? Ouvi alguém aí dizer que ter câmera é tão básico que nem conta como gasto? Assim como internet? Bem meus amigos, infelizmente tô numa situação que minha câmera foi roubada e estou em processo de mudar de casa, e não tenho certeza se terei bom acesso à internet. Sim, minha situação não é a do mendigo, mas não tô podendo contar câmera/internet como "nada" não!
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OBS: "é serio mesmo o caso do cara que estou até a 5° série e inventou uma moto movida à água?"
Olha, eu mesmo não sei, mas tá lá no site né. Sei lá, essas coisas envolvendo combustível como água envolvem histórias com ar de lendas urbanas, tal como esse do projeto Chambrim (em que Brasil estaria desenvolvendo secretamente essa tecnologia durante a ditadura!). Só linkei o que encontrei, por mim parece crível pois atualmente veículos à hidrogênio existem e são comercializados, facilitando as pessoas entenderem o funcionamento.
apresentação
Bom, as coisas tem seu lado bonito e o "background", o ilustrador DiVasca por exemplo mantinha um blog normal de ilustrações (o "foreground"), mas um dia ficou de saco cheio e resolveu fazer um do que acontece na parte de trás, nos bastidores. Os causos que ele conta ficaram muito famosos. Cinema? Tem hotsites, mas blog contando os bastidores são mais raros, talvez por isso Diário de Blindness tenha tido mais repercussão que o cineasta esperava.
Bom, este Blog é o background do Projeto SORAIA, ali é mostrada uma invenção, aqui vocês verão um autor reclamando, refletindo e rascunhando projetos. O que? Se não é perigoso um inventor mostrar seus rascunhos publicamente? Ah, sei lá, atualmente não acho que tenho muito a perder. O próprio Soraia por exemplo vocês podem ver que foi feito para o Campus Party 2011, então uma coisa datada. Progredi muito desde então? Nada! É por isso que não acho que tenho muito a perder!
Um dia soube que meu projeto não foi selecionado para ser apresentado e ficou por isso mesmo todos esses anos. Teria ficado assim, mas vi o caso do Jack Andraka e me deu a maior vergonha pensar que um garoto de 15 anos não desistiu depois de receber 197 "Não"s. Caramba, eu só tinha recebido 1 "não" (do Campus Party)... E outro dia o Jack disse que ele não se considera um gênio e sim um insistente.
Então é isso aí. Tinha de (re)começar por algum lugar e aqui vamos nós!
Bom, este Blog é o background do Projeto SORAIA, ali é mostrada uma invenção, aqui vocês verão um autor reclamando, refletindo e rascunhando projetos. O que? Se não é perigoso um inventor mostrar seus rascunhos publicamente? Ah, sei lá, atualmente não acho que tenho muito a perder. O próprio Soraia por exemplo vocês podem ver que foi feito para o Campus Party 2011, então uma coisa datada. Progredi muito desde então? Nada! É por isso que não acho que tenho muito a perder!
Um dia soube que meu projeto não foi selecionado para ser apresentado e ficou por isso mesmo todos esses anos. Teria ficado assim, mas vi o caso do Jack Andraka e me deu a maior vergonha pensar que um garoto de 15 anos não desistiu depois de receber 197 "Não"s. Caramba, eu só tinha recebido 1 "não" (do Campus Party)... E outro dia o Jack disse que ele não se considera um gênio e sim um insistente.
Então é isso aí. Tinha de (re)começar por algum lugar e aqui vamos nós!
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